Segóvia é amarela

Publicado em agosto 20, 2011

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Nestes dias de Madri lotada de peregrinos da Jornada Mundial da Juventude, decidi dar uma banda pelas cercanias. Fui parar em Segóvia, na região de Castilla y León, ao norte da capital espanhola. E gostei muito!

A primeira boa decisão foi usar o trem lento para ir até lá. Demora três vezes mais que a opção rápida, o Avant, mas eu adorei ir parando de povoado em povoado, cruzar a Serra de Guadarrama e apreciar toda essa geografia incrivelmente amarela. Chove muito pouco nessa região, durante o verão, o que deixa tudo mais seco e com aparência de queimado.

Amarelo na vegetação, amarelo nas paredes. O granito abundante na região foi, historicamente, e continua sendo muito usado nas construções. Depois de caminhar um pouco por Segóvia, a imagem da muralha e de várias construções me parecia ter a mesma cor da vegetação amarelada.

A cidade é pequena e a parte que fica dentro dos antigos muros é bonita, cheia de ruas estreitas e curvilíneas, em que é fácil se perder e divertido se reencontrar, porque isso faz descobrir pequenos detalhes fora do roteiro. Eu encontrei uma loja de artesanato local linda nessas andanças e trouxe, dali, meu boneco segoviano, o Blas, que representa um morador típico da cidade (http://www.ignaciosanz.com/comun.htm).

Gostei, especialmente, de ver o aqueduto romano, muito bem conservado, e uma pequena igreja de decoração românica, dedicada aos Santos Justo e Pastor. O zelador voluntário, Rafael, que não gosta de ser chamado de “Don Rafael”, me explicou as pinturas do século X, ainda gravadas na parede do altar, com precisão de especialista e simplicidade de vizinho, o que deu um toque especial à visita.

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